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Região imaginária, O limbo, O éter, Espaço sem formas definidas, No esfumaçado dos sonhos, Lá... Lá, neste instante, caminho sobre a grama, Sem pressa, Coração preenchido pela esperança, Confiante. Lá, tomo nos braços a mulher amada, Beijo seu rosto, a boca, escorrego por cada milímetro de pele, Aspiro os aromas, Penetro seus olhos com meu olhar mais terno. Lá, observo o paraíso, Descrito pela paisagem, pela luz, pela cor, pelos sons silenciosos, A música. Lá, experimento a ausência da dor, O sorriso escancarado, solar... O encantamento das formas naturais, Os montes, as flores, os insetos, A ninfa translúcida, o romance, o encontro, a troca, A emoção profunda, lunar... Lá, o conteúdo das coisas, a estética, a filosofia, Onde todas as musas simplesmente são Maria, Lá... iluminada é a noite, Iluminado é o dia. Lá, o lugar comum é visto e revisto como arte Há o que há, o que havia. Lá, toda temperatura é quente E, na fração sinuosa da sedução, é fria E bebesse vinho... Assim pede a moldura: corpo, intensidade, carinho... Por ser voo mental tudo é difuso, Sem o palpável da matéria ou da fotografia, Nada é agito ou calmaria, é exato. Longe das angústias, Nem concreto, nem abstrato, onírico. Criativo, ágil, lento, o necessário (nem mais nem menos). Nada falta, nada sobra. Paraíso sem maçã, nem cobra. Obra ideal. Nem bem, nem mal. Viajam juntos: mente, espírito, O que me é físico e emocional, E no curto espaço dos olhos cerrados, Real.
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