Coluna do Renascimento


O Carregador e seu menino PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Nascimento   
Seg, 08 de Fevereiro de 2010 12:31


O CARREGADOR E SEU MENINO, lápis de cor sobre papel

Última atualização em Seg, 08 de Fevereiro de 2010 14:37
 
Poema Selo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Nascimento   
Seg, 08 de Fevereiro de 2010 11:11

Selo

Última atualização em Seg, 08 de Fevereiro de 2010 12:31
 
CONTRAMÃO PDF Imprimir E-mail
Escrito por CARLOS RENASCIMENTO   
Dom, 07 de Fevereiro de 2010 17:42

 

Coragem para aderir
Coragem para mentir
Destemor para curvar a cabeça
Sentir-se amparado, forte e poderoso, no meio da multidão
Fazer parte, orgulhoso, do halo santificado da maioria
Ser dos que caminham na direção única
E pensam como se fossem um, toda a corrente, não um elo

É tão belo

Respeitar o passado dos canalhas de hoje
Que desrespeitaram seu próprio passado
Nunca dizer não, no máximo um quem sabe, um talvez
Escapar à desgraça de ficar isolado
De caminhar solitário, torto, na contramão
Senhor do real, inimigo da ilusão

É tão bom

A covardia, deixemos para os anarquistas,
Os independentes, os indignados, os humanistas
Aqueles que chamam utópicos, sonhadores, irrealistas
Que não alcançam a doçura do pragmatismo à amargura do ideal
Os desprovidos do racionalismo de brilho inalcançável
Carentes da plenitude do intelecto que sabe
E compreende todos os fins que justificam os meios

De longe, observo a multidão alegre,
Não faço parte da turba, me permito agora ser estranho, diferente
Não quero estar correto, nem trago comigo o medo de errar
Mas nem toda a coragem deste sábios
Tirarão de minhas mãos independentes
A liberdade de pensar e dizer não
Enquanto a hora de dizer sim não chegar
Enquanto a hora não chegar, simplesmente.

 

Última atualização em Dom, 07 de Fevereiro de 2010 21:19
 
REFÚGIO PDF Imprimir E-mail
Escrito por CARLOS RENASCIMENTO   
Dom, 07 de Fevereiro de 2010 16:16


Região imaginária,
O limbo,
O éter,
Espaço sem formas definidas,
No esfumaçado dos sonhos,
Lá...
Lá, neste instante, caminho sobre a grama,
Sem pressa,
Coração preenchido pela esperança,
Confiante.
Lá, tomo nos braços a mulher amada,
Beijo seu rosto, a boca, escorrego por cada milímetro de pele,
Aspiro os aromas,
Penetro seus olhos com meu olhar mais terno.
Lá, observo o paraíso,
Descrito pela paisagem, pela luz, pela cor, pelos sons silenciosos,
A música.
Lá, experimento a ausência da dor,
O sorriso escancarado, solar...
O encantamento das formas naturais,
Os montes, as flores, os insetos,
A ninfa translúcida, o romance, o encontro, a troca,
A emoção profunda, lunar...
Lá, o conteúdo das coisas, a estética, a filosofia,
Onde todas as musas simplesmente são Maria,
Lá... iluminada é a noite,
Iluminado é o dia.
Lá, o lugar comum é visto e revisto como arte
Há o que há, o que havia.
Lá, toda temperatura é quente
E, na fração sinuosa da sedução, é fria
E bebesse vinho...
Assim pede a moldura: corpo, intensidade, carinho...
Por ser voo mental tudo é difuso,
Sem o palpável da matéria ou da fotografia,
Nada é agito ou calmaria, é exato.
Longe das angústias,
Nem concreto, nem abstrato, onírico.
Criativo, ágil, lento, o necessário (nem mais nem menos).
Nada falta, nada sobra.
Paraíso sem maçã, nem cobra.
Obra ideal.
Nem bem, nem mal.
Viajam juntos: mente, espírito,
O que me é físico e emocional,
E no curto espaço dos olhos cerrados,
Real.

 
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