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A moça , a saia, a faculdade... |
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Escrito por Jorge Simão
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Seg, 22 de Fevereiro de 2010 13:03 |
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Eu fiquei indignado com os fascitóides da Uniban e perplexo com o seu mau-gosto. A gordinha é uma verdadeira baranga. Só 'morre' nas armas de um confrade nosso, conhecido por seu voraz apetite e respeitado por sua filoadiposidade. Por outro lado, a alienação estudantil permanecerá nesse estágio, pelo menos enquanto o governo cooptar as entidades representativas dos estudantes. A UNE velha de guerra transformou-se , tão somente, numa velha prostituta. Segue adestrada, sem indignação, comportada, puta mesmo...assim como as representações dos trabalhadores e organismos civis. CUT, Força Sindical e ONGs em geral são o valhacouto dessa república paternalista. |
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Última atualização em Seg, 22 de Fevereiro de 2010 13:09 |
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Escrito por Jandiroba
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Seg, 18 de Janeiro de 2010 10:31 |
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Há poucos dias, mas já neste fatídico 2010, uma sucessão de tragédias, estourou em minha cabeça. Que alguns chamariam de alma, de espírito...Mas, para quem sempre viveu (vive, ainda)agnosticamente, com dúvidas e perguntas, prossigo-me como sempre. Não sei bem das coisas. Não sei bem de nada Aqui, os descasos com que sempre tratam a natureza, espalharam pelo país, um profundo réquiem para os que comemoravam o ano novo e para os que jamais conheceram uma simples rabanada. Morreram muitos. O governador chegou depois, bem depois. Comemorava o ano novo. A 'secretária de ação social' chegou depois, bem depois. Interrompeu, num ato de solidariedade cristã, sua estadia num spa. Lá longe, no Haiti, um país-favela, o mais miserável das Américas, um deslocamente de placas tectônicas, a 10 quilômetros da superfície, ceifou a vida de milhares de seres humanos, a maioria párias. Ou dalits, pra ficar na moda. Eu, tosco ser humano, no minguante da fé, chorei viralatamente. Muitos desses soluços, deixei nos escombros da igrejinha onde dona Zilda Arns se transubstanciava em Cristo. Há poucos dias, naquela quase obscura TV Comunitária, vi um documentário sobre os tempos de chumbo.Violência gratuita, violência a soldo de empresários, torturas grotescas, assassinatos vis. Ali identifiquei um amigo do curso ginasial-científico, José Milton Barbosa. Era um sargento do exército e - para mim, surpreendentemente - envolvera-se nas lutas políticas. E me perguntei então, como um cara tão doce, fala mansa, que ficava de porre com um copo de cerveja, que escolhera o bolo-paraquedas (aquela coisa horrorosa envolvida por uma forminha de papel) como tira-gosto, que pouco falava de política... Ah, meu Deus, como Zé Milton haveria de se envolver numa dessas siglas de combate à ditadura e morrer a tiros, ele também armado, na defesa de sua companheira de luta. Espargi, sobre esse início de ano, mais um pouco de minha raiva, de meu inconformismo, de meu escarro, de minhas lágrimas. Agora recebo de meu amigo Vô Luiz esta carta ao jornal O Globo, da filha do Prestes, recusando essa escrotérrima bolsa-ditadura. Foi por isso que me lembrei do meu honrado parceiro Zé Milton. Se vivo, tenho certeza, ela recusaria essa nódoa e mandaria esses oportunistas tomarem no cu. Se vivo, tenho certeza, ele recusaria essa nódoa e sua voz calma e pausada adquiriria a aspereza da indignação para mandar às favas esses oportunistas oferentes e recebentes.
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Última atualização em Qui, 04 de Fevereiro de 2010 09:08 |
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Escrito por Jandiroba
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Seg, 18 de Janeiro de 2010 09:52 |
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Uma semana decorrida, após a reunião convocada pelo Noca, posso agora, escudado no distanciamento brechtiniano, evocar o bizarro ajuntamento de sambistas em torno de Eduardinho, que, reconheço, pelo menos quanto a cintura que ostenta, é um dos nossos. Mais precisamente...uma jovem baiana. Armado de 4 assessores, água gelada e cafezinho requentado, os sorrisos imbra, novinhos em folha, dele e de seus "meninos", resplandesciam no ambiente de sambistas banguelas. O discurso vazio, que vem sendo repetido desde os tempos de seu antecessor-guru, abriu a reunião. Lula também faz escola. A retórica do nada com coisa nenhuma, ascendia sobre o silêncio respeitoso da negrada boquiaberta. Com seu assombroso desconhecimento do mundo do samba, ele começa exaltando as propriedades do Barracão da Praça Onze, cujo terreno, coberto de entulhos há meses, propõe-nos uma fantasmagórica alegoria de causar inveja a São Luiz de Paraitinga ou o Morro da Carioca, em Angra. Ou seja, o replicador de novidades novaiorquinas, assenta-se sobre sua burrice centralizadora e decreta o barracão como o curral absoluto de sambistas. O Rio de Eduardinho não tem subúrbio, não tem zona-oeste, não tem zona-norte. Na platéia, uns 3 ou 4 entortam as carrancas; a maioria, no entanto, sorri. E, para desconforto do Alcaide e seu Miquinhos Amestrados, estragam a festa. Aqueles sorrisos - periféricos, favelados - obnubilam a imaculabilidade do ambiente, sacralizado pelas estátuas de Nossa Senhora da Conceição e do Caboclo Cobra Coral. No desencontro de vozes e na algaravia das reivindicações individuais, paira, agora, a expresão confrangida do soberano. Como num ato ensaiado, um dos "meninos" pede a palavra. É a senha para o epílogo: que se eleja uma comissão de cinco pessoas para avaliar as condições do Barracão. O golpe funciona. Já na saída peço 30 segundos para falar, no "particulino", com o entediado Eduardinho. Cobro as duas reuniões adiadas para tratar do busto de Lima Barreto. Puto da vida, desconversa com os "muitos compromissos, muitra coisa..." Sugiro delegar o assunto para a diretora de Parques e Jardins. Os 30 segundos não chegam a 15. Ele consegue evadir-se por uma das 20 providenciais portas de fuga.
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Última atualização em Qui, 04 de Fevereiro de 2010 09:10 |
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Escrito por Jandiroba
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Sex, 26 de Junho de 2009 15:44 |
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Não foi um caga-regras, não foi um caga-goma. Discreto, filho de baixa classe-média, ralou sozinho no estranho mundo da panelinha literária. Saúde frágil, encontrou em Dora, sua companheira, sua salvação. Foi Dora quem o carregou nas pontas dos dedos, como quem transporta uma peça de rara porcelana. Esse cara, Zé Paulo, simples, quieto, colibrizinho de vôos tão lampejantes quanto esquivos, é o poeta José Paulo Paes, cuja década de morte foi lembrada pela excelente "piauí". Eu, detentor de vários desvios de conduta, catalogo entre eles, minha incondicional paixão pelos gênios anônimos e sofridos E escolho um poema e uma história desse Zé. A história: problemas circulatórios causaram a necrose de sua perna esquerda e sua conseqüente amputação. O poema:
Não foi um caga-regras, não foi um caga-goma. Discreto, filho de baixa classe-média, ralou sozinho no estranho mundo da panelinha literária. Saúde frágil, encontrou em Dora, sua companheira, sua salvação. Foi Dora quem o carregou nas pontas dos dedos, como quem transporta uma peça de rara porcelana. Esse cara, Zé Paulo, simples, quieto, colibrizinho de vôos tão lampejantes quanto esquivos, é o poeta José Paulo Paes, cuja década de morte foi lembrada pela excelente "piauí". Eu, detentor de vários desvios de conduta, catalogo entre eles, minha incondicional paixão pelos gênios anônimos e sofridos E escolho um poema e uma história desse Zé. A história: problemas circulatórios causaram a necrose de sua perna esquerda e sua conseqüente amputação. O poema: |
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Última atualização em Qui, 04 de Fevereiro de 2010 09:12 |
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